ego sum
sobre mim
olá. meu nome é marco. tenho 41 anos e vivo entre o sossego do interior das minas gerais e a o desejo vivo da capital paulistana. não sou escritor, não sou artista, não sou filósofo, não sou crítico. apenas pseudo em (tentar) falar sobre o que penso e comentar acerca das coisas que gosto.
este espaço nasce do desejo de inventariar e registrar aquilo que, de outro modo, se perderia. uma espécie de cartografia em letras minúsculas, realizada em três distintas categorias: visa, scripta, fragmenta.
em visa, reúno registros fotográficos do que foi visto e vivido — pequenos instantes, encontros fortuitos, lugares atravessados pelo acaso ou pela rotina mas que, por alguma razão, pediram para serem guardados. muitas destas imagens traduzem a minha própria história de vida: momentos que eu gostaria de poder recordar e, de algum modo, partilhar; não como se faz nas redes sociais, onde tudo é rapidamente consumido e logo esquecido, mas como quem preserva fragmentos de experiência com marcas do que foi sentido.
em scripta, reúno textos mais ou menos estruturados, mas nunca acabados: reflexões, ensaios, notas de rodapé, insights que surgem quase sempre a partir da experiência de contato com outros textos e outras media.
é certo que, por vezes, uma imagem antecede uma ideia; outras vezes uma ideia pede forma em palavras; e o que resta é um intervalo fértil entre o visível, o dizível e o pensamento. por isso, em fragmenta dou abrigo aos mais variados registros pessoais — breves notas e derivações do pensamento.
uma cartografia, sim, mas de modo algum um mapa preciso. antes de tudo, um conjunto de pontos dispersos que registram passagens: pessoas com quem me encontrei, lugares por onde passei, paisagens que me detiveram o olhar, cenas que ganharam uma espécie de permanência, textos que me derrubaram, que me seguraram, que me orientaram. cada espaço se fixa pelo menos em um desses pontos e, talvez, em tantos outros que eu ainda sequer tenha me dado conta. de todo modo, um gesto simples de atenção ao meu mundo, que busco no disco rígido e transformo em memórias.
minha pretensão está longe de obedecer a qualquer rigor formal da língua, da precisão terminológica ou da adequação estilística, seja ela científica, jornalística ou literária. em qualquer um dos movimentos que eventualmente realize em meus textos, é possível que o pensado, o revelado e o escrito escapem ao politicamente correto ou ao socialmente esperado. o que se escreve aqui não é, necessariamente, produzido para ser debatido, pois não há sequer um interlocutor ideal que não seja eu para com os domínios do "comigo mesmo". por isso reafirmo: não há intenção alguma de oferecer análises definitivas e finalísticamente orientadas quando, no final das contas, elas são fruto de algo atravessado pela minha visão personalíssima de mundo. não cabe validação externa quando se busca compreender um pouco de si mesmo.
se algo do que está aqui lhe provocar uma reflexão, uma pergunta, uma lembrança ou simplesmente o desejo ou necessidade de dizer algo, me escreva. a conversa pode (momentâneamente) fazer parte dessa história. você consegue falar comigo aqui
“You can make anything by writing.”
C. S. Lewis